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segunda-feira, 26 de dezembro de 2011

Utopia à vista

fonte: Presseurop / Público.es

CRISE DO EURO
A Islândia é a utopia moderna
Miguel Ángel Sanz Loroño, 23 dezembro 2011


Reykjavik. Mariusz Kluzniak/Getty Images

Ao rejeitarem, num referendo, o resgate dos seus bancos tóxicos e o pagamento da dívida externa, os cidadãos islandeses mostraram que é possível fugir às leis do capitalismo e tomar o destino nas próprias mãos, escreve um historiador espanhol.

Desde Óscar Wilde que é sabido que um mapa sem a ilha da Utopia é um mapa que não presta. No entanto, que a Islândia tenha passado de menina bonita do capitalismo tardio a projeto de democracia real, sugere-nos que um mapa sem Utopia não só é indigno que o olhemos, como também um engano de uma cartografia defeituosa. O farol de Utopia, quer os mercados queiram quer não, começou a emitir ténues sinais de aviso ao resto da Europa.

A Islândia não é a Utopia. É conhecido que não pode haver reinos de liberdade no império da necessidade do capitalismo tardio. Mas é sim o reconhecimento de uma ausência dramática. A Islândia é a prova de que o capital não detém toda a verdade sobre o mundo, mesmo quando aspira a controlar todos os mapas de que dele dispomos.

terça-feira, 13 de dezembro de 2011

O défice provém da dívida (não o contrário)


Dados oficiais demonstram: Estados estão endividados porque emprestaram aos bancos; “austeridade” e ataque a direitos jamais atingirão raiz do problema.
O gráfico ao lado mostra a evolução do déficit público europeu em onze países-chaves, e na média da UE, antes e depois da crise de 2008.

Repare-se nas três barras azuis, relativas a cada país. Elas referem-se ao resultado final dos orçamentos, consideradas todas as despesas — inclusive o pagamento de juros. Observe que, até 2007 (azul grafite) apenas a Grécia registava défice (7% do PIB) acima do autorizado pelos Tratado de Maastrich (3% do PIB, marcados pela linha pontilhada vermelha), que define as políticas monetárias da UE. Todos os demais países respeitavam os limites. Quatro dos onze – Alemanha, Finlândia, Holanda e… Espanha! — chegavam a obter superávites.

Veja o que acontece após a crise, na qual os Estados transferiram biliões de euros para os bancos e demais instituições financeiras. Subitamente, o que eram défices moderados ou mesmo superávites transformam-se em défices profundos.

domingo, 4 de dezembro de 2011

O que não se deve pagar



«A auditoria vai ter que distinguir entre vários tipos de dívida. A primeira dívida é a dívida legítima, a dívida legítima é aquela que cumpre a lei e onde há uma igualdade, digamos, de posições negociais entre credores e devedores. Um interesse de credor e devedor mais ou menos equilibrado, ao qual subjaz um interesse público do país que contrai a dívida. Portanto não é apenas cumprir a lei a lei, é ter esta ideia de igualdade que permite que as condições não sejam muito adversas para o devedor. E portanto a ideia do interesse público é fundamental.
A dívida ilegítima é a dívida em que, de alguma maneira, nós já não temos a situação de igualdade nas circunstâncias em que os credores e os devedores se juntam, e portanto temos aqui dívidas que já favorecem de uma maneira completamente injusta os interesses dos credores e portanto lesam o interesse geral.

quinta-feira, 17 de novembro de 2011

Guiness rating

Dívida: juros da Grécia nos 78,377%

Os juros da dívida em Portugal seguem hoje a subir a dois anos, bem como na Grécia, no mesmo prazo, em que se situam nos 78,377 por cento, apesar das medidas anunciadas na Cimeira Europeia, em Bruxelas.

Ler mais: http://aeiou.expresso.pt/divida-juros-da-grecia-nos-78377=f683949#ixzz1dyE2wwNH

Renegociantes


O clube do consenso e da reestruturação

Ora aí está – o «consenso» e a «reestruturação» tornaram-se o último grito da moda. Poderíamos mesmo baptizar esta nova moda de «consenso reestruturado».
Não há professor de economia, do MIT às universidades da Alemanha, passando por todos os grandes centros de hegemonia que ficam pelo caminho, que não fale da necessidade de reestruturar e renegociar a dívida soberana.
Ler mais no CADPP >> http://cadpp.org/pt-pt/node/71

terça-feira, 16 de agosto de 2011

A dívida explicada ao povo


"EXPLICAR O BCE NA ESPLANADA DO CAFÉ
Assim até os tolos entendemos, é isso que têm e pretendem continuar a fazer de nós cidadão, também com culpas próprias, pelo menos por omissão e acomodamento.
A Primavera esmerou-se. Um sol agradável acariciava-nos na esplanada do café à beira da minha porta. A chegada do Senhor Antunes, o mais popular dos meus vizinhos, deu ensejo a uma lição sobre Europas e finanças a nós todos que disto pouco ou nada percebemos.
- Oh Sô Antunes explique lá isso do Banco Central Europeu, aqui à rapaziada do Café.
- Então vá, vá lá, Só por esta vez. O BCE é o banco central dos Estados da UE que pertencem à zona euro, como é o caso de Portugal.
- E donde veio o dinheiro do BCE?
- O capital social, o dinheiro do BCE, é dinheiro de nós todos, cidadãos da UE, na proporção da riqueza de cada país. Assim à Alemanha correspondeu 20% do total. Os 17 países da UE que aderiram ao euro entraram no conjunto com 70% do capital social e os restantes 10 dos 27 Estados da UE contribuíram com 30%.
- E é muito, esse dinheiro?

segunda-feira, 1 de agosto de 2011

Época de saldos


Há um mês o Estado entregou ao BPN mil milhões de euros, 1 000 000 000 € para recapitalização, e agora vende-o por 40 milhões de euros, 40 000 000€, ou seja, oferece ao banco comprador - o BIC, banco angolano - um bónus de 960 000 000 €, pagos por nós todos, portanto, fazendo as contas, são cerca de 96 euros que cabem pagar por cada um dos 10 milhões de habitantes do país...

Ainda a ter em consideração:
-          o BIC incorpora 750 trabalhadores dos actuais 1580, ou seja, 830 ficam no desemprego
-          ao todo, a recapitalização do BPN, a efectuar antes do fecho do negócio, "ascenderá a cerca de 550 milhões de euros"
-          ainda, "o total do custo do Estado com o BPN, descontado do preço de venda, ascende nesta data a cerca de 2,4 mil milhões de euros"
-         portanto, o Estado perde 2,4 mil milhões de euros, ou seja, cada habitante paga e perde 240 euros para o bolso do BIC.

terça-feira, 26 de julho de 2011

Grécia: auditoria à dívida e não-pagamento




Hugo Arias: «Apenas o povo tem legitimidade para exigir uma comissão de contas. Por isso é essencial sensibilizar todo o povo para que se mobilize a fim de exigir essa auditoria.»
Eric Toussaint: «Na situação grega, efectivamente, tanto o partido da Nova Democracia (direita) como o Pasok (socialista) beneficiaram eles próprios ao endividar o país nos últimos 15 anos, portanto é óbvio que esses partidos não vêem com bons olhos uma auditoria, pois a sua responsabilidade vai ser exposta aos olhos do público. Portanto o que deve acontecer é a mobilização do público grego, dos sindicatos, da magistratura grega, dos intelectuais, dos artistas... As pessoas devem expressar a sua opinião e pressionar o poder político.»
Desde Março, uma equipa de pessoas de horizontes políticos e profissionais variados lançou uma iniciativa para a criação duma comissão de inquérito encarregada de auditar a dívida grega. Professores, jornalistas, artistas e sindicalistas do mundo inteiro apoiaram esta iniciativa. A comissão deverá dizer que parte da dívida é ilegítima e ilegal, e estabelecerá, baseada na legislação grega e internacional, que o povo grego não é obrigado a reembolsar essa parte da dívida. Entretanto a decisão assenta nas mãos de políticos e não de economistas. Ainda que a dívida fosse legítima, nenhum governo tem o direito de assassinar a sua população para servir os interesses dos credores.
Constantin Lapavitsas: «Ainda que se demonstrasse que a totalidade dos 350.000 milhões de euros da dívida soberana grega são legítimos, o que não é o caso, a Grécia jamais poderia honrá-la. Portanto é preciso apagá-la. Se o peso da dívida implica o desmantelamento dos hospitais, da educação, das estradas, nesse caso o custo social torna-se insuportável. No essencial, o governo grego diz que irá colocar-se em incumprimento de pagamento perante os cidadãos. Não compreendo como pode um governo socialista, eleito democraticamente, decidir ficar a dever aos seus cidadãos em vez de ficar a dever às instituições financeiras. Não existe outra alternativa, nos próximos decénios, a não ser não honrar a dívida, porque ela se baseia no neoliberalismo. E o comportamento neoliberal foi um crime contra a humanidade. Ninguém tem obrigação de pagar essa dívida, porque a dívida foi acumulada através de um funcionamento viciado do mercado
Excerto final de: Dívida : os gregos e a Deptocracy.
25 de Julho por Aldous
http://www.cadtm.org/Divida-os-gregos-e-a-Deptocracy

segunda-feira, 25 de julho de 2011

Neo-colonialismo

Inacreditável! O neo-colonialismo em toda a evidência:

Finlândia queria Pártenon e ilhas gregas como garantias

por DN.pt22 Julho 2011
A zona euro chegou a acordo para um novo plano de resgate da Grécia e a melhoria das condições de pagamento dos empréstimos a este país e a Portugal e Irlanda. Mas não sem que antes a Finlândia exigisse garantias reais à Grécia de que pagará a Helsínquia o dinheiro emprestado. 
Numa série de exigências mais parecidas com as de um típico credor para com um devedor duvidoso do que entre dois países do mesmo bloco político e económico, a Finlândia exigiu que Atenas desse como garantias as suas ilhas, fundamentais para o sector do turismo grego, e os monumentos da Acrópole, incluindo o Pártenon. 
"Como condição para dar novos empréstimos à Grécia, a Finlândia, em algum ponto das extenuantes negociações europeias, pediu que se lhe dessem garantias com bens públicos gregos", escreveu o Corriere della Sera, citado pelo El Mundo
Sem adiantar o que seria feito em caso de incumprimento - se os monumentos seriam transportados para Helsínquia ou alugados -, a Finlândia estimou que estes valeriam 300 milhões de euros.
http://www.dn.pt/inicio/economia/interior.aspx?content_id=1923912
Idem para as reservas de ouro portuguesas:
Crise

Ouro português e ilhas gregas estiveram em risco

Luís Rego em Bruxelas  
25/07/11 07:07

sábado, 16 de julho de 2011

O neo-feudalismo


Michael Hudson es un economista reconocido a nivel internacional y profesor de la Universidad de Missouri, Kansas City. 
Tirado daqui:

Esta crisis no es una “Gran Depresión”, sino el “Gran Robo” de la banca

A este sistema sólo se le puede llamar “NEO-FEUDALISMO” y “MEGA-CORRUPCIÓN”. La gente de la calle tiene que despertar urgentemente, a no ser que desee quedar reducida a la pobreza extrema y perder sus derechos sociales con la destrucción programada de la clase media. Es necesario por tanto buscar una regeneración política que sepa representar mejor a la sociedad y poner coto a la codicia de la banca.

quinta-feira, 14 de julho de 2011

Contra a dívida



Enfrentar a crise da dívida na Europa

13 de Julho por Damien MilletEric Toussaint

(...) De acordo com os bancos de negócio Morgan Stanley e J.P.Morgan, em Maio de 2011, os mercados consideravam que havia 70% de probabilidade que a Grécia não conseguisse pagar a dívida, em comparação com 50% dois meses antes. A 7 de Julho de 2011, a Moody’s colocou Portugal na categoria das dívidas de alto risco. Eis mais uma razão para optar pela anulação: é preciso auditar as dívidas, com a participação dos cidadãos, a fim de anular a parte ilegítima. Se não se tomar esta opção, as vítimas da crise sofrerão perpetuamente um castigo duplo em proveito dos banqueiros culpados. Está mesmo à vista na Grécia: as receitas de austeridade sucedem-se, no entanto, a situação das contas públicas não melhora. O mesmo irá acontecer em Portugal, na Irlanda e Espanha. Uma grande parte da dívida é ilegítima, pois provém de uma política que favoreceu uma ínfima minoria da população em detrimento da esmagadora maioria dos cidadãos.
Nos países que aceitaram acordos com a Troika, as novas dívidas não só são ilegítimas, mas também odiosas; isto acontece por três razões
1. os empréstimos são concedidos sob condições que violam os direitos económicos e sociais de grande parte da população; 
2. os credores chantageiam esses países (não existe autonomia de vontade real por parte do mutuário); 
3. os credores enriquecem abusivamente impondo taxas de juro proibitivas (por exemplo, a França ou a Alemanha pedem emprestado a 2% nos mercados financeiros e emprestam a mais de 5% à Grécia e à Irlanda; os bancos privados pedem emprestadoa 1,25% ao BCE e emprestam à Grécia, à Irlanda e a Portugal a mais de 4% a 3 meses). 
Em países como a Grécia, Irlanda e Portugal, ou nos países do Leste europeu (e fora da Europa, em países como a Islândia), ou seja, países sujeitos à chantagem dos especuladores, do FMI e doutros organismos como a Comissão Europeia, há que recorrer a uma moratória unilateral do reembolso da dívida pública. É um meio incontornável para criar uma relação de forças que lhes seja favorável. Esta posição tornou-se popular nos países mais afectados pela crise.

Convém igualmente realizar uma auditoria cidadã da dívida pública. O objectivo da auditoria é obter a anulação/ o repúdio da parte ilegítima ou odiosa da dívida pública e reduzir fortemente o resto da dívida.
A redução radical da dívida pública é uma condição necessária mas insuficiente para tirar da crise os países da União Europeia. É preciso completá-la por uma série de medidas de grande amplitude em diversos domínios (política fiscal, transferência do sector da finança para o domínio público, ressocialização doutros sectores chave da economia, redução do tempo de trabalho mantendo as remunerações e as indemnizações, etc. |3|
A injustiça flagrante que caracteriza as políticas regressivas em marcha na Europa alimenta a crescente mobilização dos indignados na Espanha, na Grécia e noutros lugares. Graças a estes movimentos que tiveram início após os levantamentos populares no Norte de África e Próximo Oriente, vivemos hoje uma aceleração da história. A questão da dívida deve ser enfrentada de forma radical.

domingo, 3 de julho de 2011

Dívida ilegítima


30/06/2011 - 15:30 | Vitor Sorano | Lisboa

Empréstimo do FMI e da UE a Portugal é ilegítimo e não deve ser pago, diz Toussaint

As declarações foram dadas nesta quarta-feira (29/06) em Lisboa, em um evento coordenado pelo sociólogo Boaventura de Sousa Santos, da Universidade de Coimbra. "Para mim, o dinheiro que a troika [nome dado ao grupo que representa o Banco Central Europeu, o BCE e a Comissão Europeia] vai entregar a Portugal é ilegítimo, porque os credores utilizam um momento em que o governo está sob presão forte dos mercados para colocar condições em que há violações de direitos da população de Portugal", afirmou Toussaint.  (...)

Auditoria e restruturação
"Portugal não deve pagar toda a dívida, deve pagar aquilo que é legal, legítimo e sustentável", opinou Sousa Santos. Para tanto, a auditoria é uma ferramenta para definir aquilo que está nessas condições. (...)

Questionado durante o debate, o presidente da CADTM se mostrou disponível a auxiliar Portugal – onde, porém, um trabalho semelhante não deve contar com o apoio do governo.  A saída, então, passa por exercer pressão, por exemplo por meio de parlamentares simpáticos à proposta.

Para Sousa Santos, "a restruturação da dívida deve ser feita segundo as lógicas e os tempos dos devedores", completando que deve se evitar que isso ocorra quando a economia está entrando em colapso. 

Euro-crise
(...) "Temos que construir uma frente anti-crise europeia", propôs Toussaint, defendendo uma "refundação da União Europeia".  As propostas para "uma outra Europa" de Toussaint incluem, além da auditoria da dívida, parar os planos de austeridade, transferir os bancos para o setor público mas sob controle dos cidadãos (para evitar a socialização de prejuízos), socializar empresas privatizada e reduzir o tempo de trabalho para criar empregos. 

quinta-feira, 30 de junho de 2011

Auditoria à dívida: historial de convergência




28 de Março: PSD

5? de Abril: petição (2488 pessoas já subscreveram)
Petição a favor da Auditoria às Contas Públicas da República Portuguesa
http://www.peticaopublica.com/?pi=P2011N8258

6 de Abril: Ruptura FER
Defende a suspensão imediata do pagamento da dívida pública externa, seguida de auditoria da mesma - http://www.rupturafer.org/index.php?option=com_content&view=article&id=216:divida-externa-suspensao-do-pagamento-ja&catid=86:nacional&Itemid=537

13 de Abril: Bloco de Esquerda
Bloco de Esquerda exige auditoria ao total da dívida pública e privada



20 de Abril: M12M
"Movimento Doze de Março vai exigir auditoria às contas públicas portuguesas"

3 de Maio: Bilioso
A necessidade de uma auditoria integral

12 de Maio: CADTM
Oito propostas urgentes para uma outra Europa, por Eric Toussaint
http://www.cadtm.org/Oito-propostas-urgentes-para-uma


17 de Maio: Bloco de Esquerda
Quatro razões para a renegociação da dívida
http://www.esquerda.net/node/17925

23 de Maio: revista Rubra
«Não Pagamos uma Dívida que Não é Nossa»
http://www.revistarubra.org/?p=2456

27 de Maio: Portugal Uncut
Auditoria Cidadã à Dívida Pública - O Que É? 
http://portugaluncut.blogspot.com/2011/05/auditoria-cidada-divida-publica-o-que-e.html

27 Maio: Boaventura Sousa Santos
(Lusa) - O sociólogo Boaventura Sousa Santos defendeu a necessidade de ser feita uma auditoria pública internacional à dívida ...
http://economico.sapo.pt/noticias/boaventura-sousa-santos-defende-renegociacao-da-divida_119196.html

http://www.tsf.pt/PaginaInicial/Portugal/Interior.aspx?content_id=1871879&page=-1


11 de Junho: CADTM
Auditoria da dívida pública: Instrumento para enfrentar a crise financeira, por Maria Lucia Fattorelli
http://www.cadtm.org/Auditoria-da-divida-publica

9 e 17 de Junho: PCP
PCP quer que governo de Passos Coelho avance com renegociação da dívida portuguesahttp://rr.sapo.pt/informacao_detalhe.aspx?fid=94&did=159904


23 de Junho: CGTP
Carvalho da Silva quer "auditoria popular" à dívida portuguesa
http://www.dn.pt/inicio/economia/interior.aspx?content_id=1887089&seccao=Dinheiro%20Vivo


29 de Junho: M12M
O Movimento 12 de Março diz que está a coordenar uma «Campanha nacional pela realização de um Auditoria Cidadã à Dívida Pública» (press release).


30 de Junho: Seminário
O que fazer com esta dívida? O que é a auditoria e como se faz, por Eric Toussaint

quinta-feira, 23 de junho de 2011

Dívida indevida



Eric Toussaint, doctor en ciencias políticas y Presidente del CADTM-Bélgica (Comité por la Anulación de la Deuda del Tercer Mundo), estuvo en la ciudad de Barcelona el pasado 13 de enero 2010 presentando su último libro, "50 preguntas y 50 respuestas sobre la deuda, el FMI y el Banco Mundial".
Seminário com Éric Toussaint, presidente do CADTM

O que fazer com esta dívida? O que é a auditoria e como se faz.

30 de Junho de 2011, 10h00
Programa
Manhã
10h00 | Abertura : Boaventura de Sousa Santos
10h30 – 11h30 | Éric Toussaint : O que é a auditoria da dívida e como se faz?
12h00 – 13h00 | Debate
Tarde
14h30 – 16h00 | Intervenções do Painel (composição a divulgar)
16h30 – 17h30 | Debate e encerramento por Éric Toussaint
CES - Centro de Estudos Sociais
Rua do Viriato, 13 -Lj 117/118 (Picoas Plaza)
1050-227 Lisboa
Telef. 216 012 848

quarta-feira, 25 de maio de 2011

Dívida, que dívida?

«Evidentemente, o mais lógico seria que o BCE emprestasse a 1,25% directamente aos estados necessitados, em vez de passar pelos bancos, que assim tiram grande proveito, servindo de intermediários e entrando numa política de empréstimos cheia de riscos imoderados que os Estados acabarão por assumir por eles em caso de risco de bancarrota. Mas não basta exigir ao BCE que empreste directamente aos Estados, é preciso antes e acima de tudo conseguir a anulação da parte ilegítima da dívida pública e uma redução considerável do resto da dívida |3|. (...)
São várias as disposições dos tratados que regem a União Europeia, a zona euro e o BCE que têm de ser revogadas. Por exemplo, é preciso suprimir os artigos 63° e 125° do Tratado de Lisboa, que proíbem terminantemente o controlo do movimento de capitais e a ajuda aos Estados em dificuldade.»
Eric Toussaint em http://www.cadtm.org/As-ajudas-envenenadas-do-menu

FMI FORA DAQUI / ACÇÃO NO CRISTO REI (Almada) 24/05/2011: http://www.youtube.com/watch?v=I-Uo_bDsEPM#at=78

sábado, 14 de maio de 2011

E o Equador, pá?


A questão da dívida pública no direito constitucional equatoriano
«O Equador aprovou em 2008 uma nova Constituição que apresenta aspectos radicalmente inovadores.
A secção «Endividamento Público» reza assim:
Art.º 290 – O endividamento público ficará sujeito às seguintes regras:
1. Recorrer-se-á ao endividamento público apenas quando a receita fiscal e os recursos provenientes da cooperação internacional sejam insuficientes.
2. Velar-se-á que o endividamento público não afecte a soberania nacional, os direitos humanos e o bem-estar e preservação da natureza.
3. O endividamento público servirá exclusivamente para financiar programas e projectos de investimento de infraestruturas, ou capazes de gerarem reembolso. Só será permitido refinanciar a dívida pública externa quando as novas condições sejam mais vantajosas para o Equador.
4. Os acordos de renegociação não deverão conter nenhuma forma tácita ou expressa de anatocismo [=juros sobre juros, ou juros compostos] ou usura.
5. As dívidas declaradas ilegítimas por órgão competente serão impugnadas. Em caso de ilegalidade declarada, exercer-se-á o direito de indemnização [pelos prejuízos causados].
6. O direito de acção judicial contra actos de responsabilidade administrativa ou civil decorrentes da gestão da dívida pública nunca prescreve.
7. É interdita a "estatização" de dívidas privadas.»

sexta-feira, 6 de maio de 2011

Debtocracia


«Nem a Islândia nem Portugal terão vida fácil nos próximos anos. Mas há um mundo de diferença entre a recusa do povo da Islândia a "pagar por bancos falidos", nas palavras do seu Presidente, e o sofrimento que está a ser imposto de fora a Portugal. (...)
Na Grécia, tal ira começa a transformar-se num desafio construtivo ao poder das finanças. Centenas de académicos, políticos e activistas apelaram a uma comissão de auditoria da dívida. Tal comissão abriria todas as dívidas da Grécia ao exame público – confrontando directamente o modo como o FMI e a União Europeia trabalham por trás de portas fechadas para impingir os seus muitas vezes desastrosos remédios aos países membros.
Como disseram activistas gregos: "o povo que está destinado a arcar com os custos de programas da UE tem um direito democrático de receber plena informação sobre a dívida pública. Uma Comissão de Auditoria pode começar a corrigir esta deficiência".
A resolução popular actualmente está a ser reforçada por um sítio web fenómeno – um filme viral chamado debtocracy (governo pela dívida) – que varre a população online da Grécia e convence-a de que foi trapaceada. No princípio do próximo mês activistas de toda a Europa e do mundo em desenvolvimento reunir-se-ão em Atenas para estabelecerem em conjunto um programa que desafiará as políticas do FMI na Grécia.»
http://www.cadtm.org/Mensagem-da-Islandia-a-Portugal 


Debtocracy International Version por BitsnBytes