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terça-feira, 5 de março de 2013

Fazer a revolução em cooperação


TORRE BELA (1975-1977) de Thomas Harlan

«Wilson – Qual é o valor da tua ferramenta? Qual é o valor da tua ferramenta?
Outro ocupante, José Quelhas – Não sei.
Wilson – É isso que tu dizes. Tudo isto é da cooperativa. Não é tua, nem
deste. Nem minha.
José Quelhas – E os outros que não trazem ferramenta nenhuma? A ferramenta é da casa deles e a minha fica da cooperativa. A minha é da cooperativa e os outros que não trouxeram nenhuma, nem querem trazê-las para não levarem descaminho e dão descaminho às dos outros.
Wilson – Dás-me licença?
José Quelhas – Sim.
Wilson – Isto tem o valor de 100 escudos. Vem para a cooperativa e a
cooperativa dá-te 100 escudos e já não é teu. É meu, é deste, é de todo o
mundo.
José Quelhas – Pode ser muito bem. Eu é que trabalho com ela. Amanhã
preciso de fazer trabalho naquilo que é meu, no bocadito que lá tenho e tenho
que comprar outra. Depois essa outra fica a ser da cooperativa. Depois vou
comprar outra e fica sempre da cooperativa. Daqui a nada, também o que eu
visto, o que eu calço, é da cooperativa. Se eu comprei...
Wilson – É isso, é isso mesmo.
José Quelhas – Amanhã, tira-me as botas, fica a ser da cooperativa e eu
fico nu.
Wilson – Se me dás licença, é essa a nossa finalidade. Tu não ficas nu, tu
ficas com mais roupa do que a que tens.
José Quelhas – Não vejo isso, não vejo nada disso».

(diálogo transcrito por José Filipe Costa, «Quando o cinema faz acontecer: o caso Torre Bela» in TRADIÇÃO E REFLEXÕES - Contributos para a teoria e estética do documentário, p.234)

Filme integral:

sexta-feira, 28 de dezembro de 2012

Ética das gravações de vídeo

Por que é que as gravações vídeo da polícia são ilegítimas e as dos cidadãos não são?



A diferença é que a polícia usa esses registos para uso privativo e para exercer coacção sobre os cidadãos limitanto o seu direito de manifestação; enquanto os cidadãos usam as gravações vídeo para as tornar públicas e acessíveis a toda a gente e para defender o nosso direito à liberdade.

Contra a vigilância policial é preciso activar a vigilância cidadã.

segunda-feira, 10 de dezembro de 2012

quarta-feira, 25 de abril de 2012

25 de Abril outra vez!



História da burguesia financeira nacional e da eterna exploração do Zé Povinho...

quarta-feira, 4 de abril de 2012

A lei é a lei


(parte 2 e parte 3)

Um PIDE.
Um Homem.
Sério, honesto, cumpridor do seu dever. Nunca fez mal a ninguém.
Recebia ordens e tinha que as cumprir...
Só daquela vez. O cão...

terça-feira, 3 de abril de 2012

Ocupar o Chiado



Ontem mais de uma centena de pessoas foram ao Chiado incorrer no artigo 45º.
A polícia desta vez foi simpática mas um tanto tímida, afastaram-se a medo.

segunda-feira, 19 de março de 2012

10 dicas para filmar manifestações


PREPARAR: Conhecer o equipamento. Desligar funções que maximizem a bateria (exemplo: wifi search on phones). Ter baterias extra carregadas, usar cartões de memória vazios e levar suplentes. Usar uma alça para a câmara, ao pescoço ou no pulso. Se possível, acertar a hora da máquina para o local onde se filma. Ter escrito um número de telefone para eventual apoio jurídico em caso de necessidade. Se houver alguma detenção pela polícia, registar o nome de quem foi preso, local e hora.

FILMAR COM INTENÇÃO: Manter o plano quieto (mínimo 10 segundos), mover MUITO devagar, evitar abanões e zooms - aproxime-se quando for possível. Usar diferentes escalas / aproximações - plano geral, plano médio, grande plano. Filmar a pensar nos que lá não estão - o que precisarão de ver para perceber o que se passa? Se houver abuso ou violência - CONTINUE A GRAVAR.

GRAVAR SEMPRE: Data, hora, local (esquinas, sinais de trânsito, tabuletas). Filmar de vários ângulos para documentar a dimensão e o comportamento da multidão, o número e a formação de polícias e qualquer arma que segurem ou usem. Filmar todas as ordens e permissões dadas, e o nome e número do oficial de polícia. Gravar quando a polícia dispõe ou move barricadas. Gravar os polícias que estão a filmar os manifestantes.

sexta-feira, 18 de novembro de 2011

Utopia: o Ano 01



A canção das chaves em "L'an 01", filme de Jacques Doillon com Jean Rouch e Alain Resnais (1973).
"On arrête tout et on réfléchit": Paramos tudo e reflectimos.
Construídas a partir deste slogan, três histórias de ficção política imaginadas e filmadas em França, África e Estados Unidos. Uma utopia feliz sobre os sonhos dos filhos da abundância...

HOJE NA CINEMATECA às 19h30 (com legendas)

L’AN 01 / O Ano 01
de Jean Rouch, Alain Resnais, Jacques Doillon com actores não profissionais do grupo Hara-Kiri França, 1973 - 88 min / legendado em português

domingo, 13 de novembro de 2011

Manifestações de ontem censuradas pela comunicação social


Como uma manifestação de 10.000 militares é transformada pela imprensa num "diz que disse" e numa quezília pessoal; e nem uma imagem dos 10 mil manifestantes; nem dos 180 mil funcionários públicos também na rua. (ver abaixo)

Aliás, as fotografias que aparecem ou minimizam o mais possível o número de pessoas na imagem (!) ou são fotografias de outra manifestação em dia de sol e de calor; ontem estava o céu nublado ;)
Devem ter feito a reportagem por twitter...

terça-feira, 1 de novembro de 2011

Protesto zombie




Carregado por  em 01/11/2011
Protesters from #OccupyLSX perform Thriller outside the bailed-out RBS HQ in the City of London. Billions were spent bailing out RBS bank shareholders, but we're now told there is no money for much needed investment in jobs, public services and a greener economy.

quinta-feira, 13 de outubro de 2011

domingo, 25 de setembro de 2011

Portugal foi ocupado pelas forças do Neoliberalismo

Portugal foi ocupado pelas forças do Neoliberalismo. O império das grandes empresas financeiras tenta destruir os direitos dos Portugueses, comprar as suas lucrativas empresas públicas muito baratas e canalizar o dinheiro dos seus impostos para pagar tributo aos Bancos Alemães, Americanos e Chineses. Portugal é ocupado e destruído lentamente, para ser reduzido a uma escravatura lenta e insidiosa.

Todo? Não.

Um grupo de valentes guerreiros resiste ainda.




Vídeo de Miguel Gomes

sexta-feira, 16 de setembro de 2011

O que é um economista?

Recado de Maria da Conceição Tavares, professora da Universidade Federal do Rio de Janeiro, aos estudantes e candidatos a economista:



Ora bem, ficamos a saber que não temos nenhum economista no governo, nem nos partidos no poder, nem no parlamento, e que o próprio Presidente da República tirou o curso na Farinha Amparo. Bonito serviço.