Acampamento no fim-de-semana de 30 e 31
Programa: http://acampadalisboa.wordpress.com/2011/07/16/30-e-31-de-julho-acampamento-rossio-contra-a-divida/
domingo, 17 de julho de 2011
sábado, 16 de julho de 2011
O neo-feudalismo
Michael Hudson es un economista reconocido a nivel internacional y profesor de la Universidad de Missouri, Kansas City.
Tirado daqui:
Esta crisis no es una “Gran Depresión”, sino el “Gran Robo” de la banca
A este sistema sólo se le puede llamar “NEO-FEUDALISMO” y “MEGA-CORRUPCIÓN”. La gente de la calle tiene que despertar urgentemente, a no ser que desee quedar reducida a la pobreza extrema y perder sus derechos sociales con la destrucción programada de la clase media. Es necesario por tanto buscar una regeneración política que sepa representar mejor a la sociedad y poner coto a la codicia de la banca.
sexta-feira, 15 de julho de 2011
Pobres não são lixo
A comissão de moradores do Bairro da Torre foi recebida na quarta-feira passada, dia 13 de Julho, na Câmara Municipal de Loures, onde entregaram um abaixo-assinado com propostas de realojamento ao abrigo do programa Prohabita, que permitiria resolver a sua situação.
No mesmo dia, a CML emite um comunicado, através da Lusa, que foi publicado em tudo quanto é sítio (até nos jornais dos bancos!) - dizendo:
«Loures: Câmara vai mesmo demolir Bairro da Torre, em Camarate
Loures, 13 jul (Lusa) -- A autarquia de Loures assegurou hoje não ter condições para ir ao mercado livre arrendar habitações, que poderia subarrendar aos moradores do Bairro da Torre, garantindo contudo que vai, a curto prazo, erradicar as barracas.
Esta foi uma das sugestões propostas na carta entregue hoje ao município de Loures pela comissão de moradores, assinada por centenas de pessoas e associações a pedir soluções para as cerca de 80 famílias afetadas.
"Estas pessoas residem num aglomerado de barracas ilegal, sem condições de habitabilidade, e como não se encontram abrangidas pelo Programa Especial de Realojamento [feito há 18 anos], não terão direito a habitação municipal", disse a vereadora com o pelouro da Coesão Social e Habitação à Agência Lusa.»»
A justificação dada pela vereadora Sónia Paixão é enganadora, pois estas pessoas não estão inscritas no PER. Pretende-se, sim que acedam ao programa PROHABITA, cujas verbas não dependem da câmara municipal.
Aliás, a própria CML declarou, em 6 de Maio, que o faria:
Aliás, a própria CML declarou, em 6 de Maio, que o faria:
«A Câmara de Loures admite a possibilidade de apresentar uma candidatura ao Programa de Financiamento para Acesso à Habitação (Prohabita) para encontrar soluções para as famílias do bairro da Torre, adiantou hoje à Lusa a vereadora da Habitação.»
http://www.destak.pt/artigo/94619
http://www.destak.pt/artigo/94619
O Estado tem obrigações, de acordo com a Constituição:
Artigo 65.º
Constituição da República Portuguesa
Parte I Direitos e deveres fundamentais
(Habitação e urbanismo)
1. Todos têm direito, para si e para a sua família, a uma habitação de dimensão adequada, em condições de higiene e conforto e que preserve a intimidade pessoal e a privacidade familiar.
2. Para assegurar o direito à habitação, incumbe ao Estado:
a) Programar e executar uma política de habitação inserida em planos de ordenamento geral do território e apoiada em planos de urbanização que garantam a existência de uma rede adequada de transportes e de equipamento social;
b) Promover, em colaboração com as regiões autónomas e com as autarquias locais, a construção de habitações económicas e sociais;
c) Estimular a construção privada, com subordinação ao interesse geral, e o acesso à habitação própria ou arrendada;
d) Incentivar e apoiar as iniciativas das comunidades locais e das populações, tendentes a resolver os respectivos problemas habitacionais e a fomentar a criação de cooperativas de habitação e a autoconstrução.
3. O Estado adoptará uma política tendente a estabelecer um sistema de renda compatível com o rendimento familiar e de acesso à habitação própria.
4. O Estado, as regiões autónomas e as autarquias locais definem as regras de ocupação, uso e transformação dos solos urbanos, designadamente através de instrumentos de planeamento, no quadro das leis respeitantes ao ordenamento do território e ao urbanismo, e procedem às expropriações dos solos que se revelem necessárias à satisfação de fins de utilidade pública urbanística.
5. É garantida a participação dos interessados na elaboração dos instrumentos de planeamento urbanístico e de quaisquer outros instrumentos de planeamento físico do território.
7.ª revisão constitucional, 2005
Programa Prohabita:
https://infoeuropa.eurocid.pt/registo/000038162/
http://www.portugal.gov.pt/pt/GC15/Governo/Ministerios/MOPTH/Documentos/Pages/20040603_MOPTH_Doc_Prohabita.aspx
http://www.portugal.gov.pt/pt/GC15/Governo/Ministerios/MOPTH/Documentos/Pages/20040603_MOPTH_Doc_Prohabita.aspx
Aqui baixo:
http://offxore.blogspot.com/2011/07/direito-habitacao-4.html
http://offxore.blogspot.com/2011/05/direito-habitacao.html
http://offxore.blogspot.com/2011/05/direito-habitacao.html
Outras fontes:
quinta-feira, 14 de julho de 2011
A cantiga é uma arma
A Assembleia Sintagma resistiu à ordem de evacuação dada pelo presidente de câmara Kaminis. Os agentes "de limpeza" desobedeceram às suas ordens, às 4 da manhã. A música evitou o despejo.
E cá, quando é que os músicos saem à rua e a cantiga se faz arma?
Famous local artists played at #Syntagma to avoid eviction attempts during the 10th July night in Athens from Wikileaks World on Vimeo.
E cá, quando é que os músicos saem à rua e a cantiga se faz arma?
Famous local artists played at #Syntagma to avoid eviction attempts during the 10th July night in Athens from Wikileaks World on Vimeo.
ATHENS, July 11th - According to an official press release published yesterday by the City Hall of Athens and divulged by local TV channels, sanitary corps will perform a cleaning operation in Syntagma Square. This is the major square of the Greek capital and the location of the indignant camp since the 25th of May. This camp is the symbol of the Greek population's disagreement with current economical and social politics of Governments and banks and in a way to experience a new model of social living and organization .
But -once again - #solidarity is the word of current pro-democratic uprisings around the world.The cleaning agents of the local government of Athens refused to take part in the 'cleaning action' planned by the Mayor. Without the consensus of the local Popular Assembly, the agents who were supposed to clean the square - at 4 am last night - decided to disobey their orders in support of the people of Syntagma.
http://wlcentral.org/node/2018
Resposta da Assembleia Popular Sintagma
http://wlcentral.org/node/2018
Resposta da Assembleia Popular Sintagma
To Mr Kaminis
Following a government order, you have stated that you are going to empty Syntagma square, undertaking thus, the task of executing an unconstitutional act since in our Constitution the article 11 protects categorically the right of the citizens to gather and assemble. We remind to you that the public spaces belong to the citizens.
Continuação: http://eagainst.com/articles/greece-people%E2%80%99s-assembly-of-syntagma-square-responds-to-the-mayor-of-athens/
Rede internacional TAKE THE SQUARE:
http://takethesquare.net/squares-around-the-world/
http://takethesquare.net/squares-around-the-world/
Contra a dívida
Enfrentar a crise da dívida na Europa
13 de Julho por Damien Millet, Eric Toussaint
(...) De acordo com os bancos de negócio Morgan Stanley e J.P.Morgan, em Maio de 2011, os mercados consideravam que havia 70% de probabilidade que a Grécia não conseguisse pagar a dívida, em comparação com 50% dois meses antes. A 7 de Julho de 2011, a Moody’s colocou Portugal na categoria das dívidas de alto risco. Eis mais uma razão para optar pela anulação: é preciso auditar as dívidas, com a participação dos cidadãos, a fim de anular a parte ilegítima. Se não se tomar esta opção, as vítimas da crise sofrerão perpetuamente um castigo duplo em proveito dos banqueiros culpados. Está mesmo à vista na Grécia: as receitas de austeridade sucedem-se, no entanto, a situação das contas públicas não melhora. O mesmo irá acontecer em Portugal, na Irlanda e Espanha. Uma grande parte da dívida é ilegítima, pois provém de uma política que favoreceu uma ínfima minoria da população em detrimento da esmagadora maioria dos cidadãos.
Nos países que aceitaram acordos com a Troika, as novas dívidas não só são ilegítimas, mas também odiosas; isto acontece por três razões:
1. os empréstimos são concedidos sob condições que violam os direitos económicos e sociais de grande parte da população;
2. os credores chantageiam esses países (não existe autonomia de vontade real por parte do mutuário);
3. os credores enriquecem abusivamente impondo taxas de juro proibitivas (por exemplo, a França ou a Alemanha pedem emprestado a 2% nos mercados financeiros e emprestam a mais de 5% à Grécia e à Irlanda; os bancos privados pedem emprestadoa 1,25% ao BCE e emprestam à Grécia, à Irlanda e a Portugal a mais de 4% a 3 meses).
Em países como a Grécia, Irlanda e Portugal, ou nos países do Leste europeu (e fora da Europa, em países como a Islândia), ou seja, países sujeitos à chantagem dos especuladores, do FMI e doutros organismos como a Comissão Europeia, há que recorrer a uma moratória unilateral do reembolso da dívida pública. É um meio incontornável para criar uma relação de forças que lhes seja favorável. Esta posição tornou-se popular nos países mais afectados pela crise.
Convém igualmente realizar uma auditoria cidadã da dívida pública. O objectivo da auditoria é obter a anulação/ o repúdio da parte ilegítima ou odiosa da dívida pública e reduzir fortemente o resto da dívida.
A redução radical da dívida pública é uma condição necessária mas insuficiente para tirar da crise os países da União Europeia. É preciso completá-la por uma série de medidas de grande amplitude em diversos domínios (política fiscal, transferência do sector da finança para o domínio público, ressocialização doutros sectores chave da economia, redução do tempo de trabalho mantendo as remunerações e as indemnizações, etc. |3|
A injustiça flagrante que caracteriza as políticas regressivas em marcha na Europa alimenta a crescente mobilização dos indignados na Espanha, na Grécia e noutros lugares. Graças a estes movimentos que tiveram início após os levantamentos populares no Norte de África e Próximo Oriente, vivemos hoje uma aceleração da história. A questão da dívida deve ser enfrentada de forma radical.
O saque
Antes que seja tarde demais para eles, as garras da finança procuram saquear tudo o que puderem. A preços de saldo, claro, o "lixo" não pode valer muito. Cá como nos outros países:
Privatizações em vista:
“Esperemos ser ricos y retirarnos antes de que este castillo de naipes se derrumbe”, decía uno enviado por un empleado de Standard & Poor’s en 2006. (información de Bloomberg).
http://blogs.lainformacion.com/zoomboomcrash/2011/07/14/los-espeluznantes-mails-de-moodys-y-sp/
Privatizações em vista:
Presidente da Eni reuniu-se com Passos sobre a Galp | Económico
Paolo Scaroni esteve hoje em Portugal para conhecer os planos do Governo para a petrolífera nacional.
Governo assegura pagamento de dívida da Metro do Porto
O Ministério da Economia assegurou que o Estado vai pagar a dívida de 200 milhões de euros da Metro do Porto ao banco francês BNP-Paribas. A dívida só deveria ser paga em 2014 mas o banco antecipou a cobrança.
Câmara de Leiria autorizada a entregar água e saneamento a privados - Local - PUBLICO.PT
A deliberação obteve 29 votos favoráveis do PS, 22 contra e duas abstenções dos deputados da oposição - PSD, CDS-PP, CDU e BE. Os sociais-democratas anunciaram que vão impugnar a decisão, alegando que o regimento da Assembleia Municipal determina que “a concessão de exclusivos e de obras e serviços
Acções e juros vão ficar isentos do imposto extraordinário
Pedro Passos Coelho avisou ontem que o novo imposto extraordinário - que será hoje explicado pelo ministro das Finanças ao detalhe - não vai, afinal, taxar rendimentos de capital.
Na prática, isto significa que serão afectados apenas os rendimentos de trabalho e pensões (e rendimentos prediais). E que os dividendos, juros de aplicações financeiras e até as mais-valias, que o ministro Vítor Gaspar chegou a admitir que poderiam ser incluídos, ficarão de fora.
Juros dos depósitos escapam ao imposto extraordinário | Económico
São 2,3 mil milhões de euros de rendimentos de capitais que deverão escapar ao novo imposto.
Itália congela pensões e privatiza empresas
El Gobierno endurece el plan de ajuste hasta unos 65.000 millones - Napolitano ejerce como líder mientras Berlusconi permanece escondido
La maniobra financiera será mucho más ambiciosa de lo previsto (...)
El nuevo plan anticipará la liberalización de "todos los sectores económicos" en seis meses, como manda Bruselas, y pondrá además en marcha un amplio programa de privatizaciones de empresas estatales y municipales.
ESTE TEMPO Crónica radiofónica de Raquel Freire - Ricardo Alexandre - Informação Antena 1
Los espeluznantes mails de Moody’s y S&P
14 julio 2011 - 9:15 - Autor: zoomboomcrash
“Esperemos ser ricos y retirarnos antes de que este castillo de naipes se derrumbe”, decía uno enviado por un empleado de Standard & Poor’s en 2006. (información de Bloomberg).
http://blogs.lainformacion.com/zoomboomcrash/2011/07/14/los-espeluznantes-mails-de-moodys-y-sp/
domingo, 10 de julho de 2011
Direito à habitação (4)
Historial da situação no Bairro da Torre, Camarate, Loures
Cidadãos que vivem há decadas no bairro da Torre em Camarate, receberam ordem de despejo e as suas casas foram imediatamente demolidas segundo ordens da Câmara Municipal de Loures, e não tiveram qualquer tipo de realojamento.
O Bairro da Torre, em Camarate, encontra-se em processo de demolição desde Março de 2011, altura em que foi ordenada pela Câmara de Loures a desocupação das casas. As demolições têm vindo a motivar protestos de moradores e associações de imigrantes, uma vez que a decisão da autarquia implica que 63 famílias, não abrangidas pelo Plano Especial de Realojamento (PER), fiquem sem alternativa habitacional.
No dia 1 de Abril foi afixado um edital nas paredes de várias barracas do Bairro da Torre, dando aos moradores 20 dias úteis para deixarem as suas habitações, que iriam ser demolidas pelos serviços municipais. Sem opções, e estando a maior parte dos habitantes do bairro desempregada e sem acesso a outros meios de habitação, houve uma mobilização popular para exigir alternativas.
Dia 28 de Abril, pelo menos uma centena de moradores entrou na Assembleia Municipal para reivindicar novas habitações. A delegação exigiu ao presidente da Câmara, Carlos Teixeira, habitações de acordo com aquilo que os moradores pudessem pagar de renda. Em resposta, a vereadora da Coesão Social e Habitação, Sónia Paixão, argumentara que os moradores não tinham direito a uma nova casa por não estarem inscritos no Plano Especial de Realojamento e por haver famílias que recebiam subsídio de reinserção de outros municípios.
A Assembleia Municipal de Loures, reunida no dia 28 de Abril de 2011, rejeitou uma proposta do Bloco de Esquerda, que propunha: 1. Encetar de imediato conversações com uma comissão do bairro no sentido de solucionar o problema das populações; 2. Revogar de imediato a ordem de demolição do bairro até que fosse encontrada uma alternativa viável digna, consistente e duradoura. 3. Proceder ao realojamento dos moradores, em habitações que se encontrem desabitadas nomeadamente nos bairros camarários (...)
Assim, organizou-se uma concentração para 6ª feira, dia 6, frente à Câmara Municipal de Loures, de modo a exigir ao executivo camarário uma resolução para o problema destes munícipes. As associações Solidariedade Imigrante e Viver no Mundo promoveram o evento. Na noite anterior começaram as pressões: segundo os habitantes do bairro, houve intimidações telefónicas anónimas, ameaças a quem não tem nacionalidade portuguesa, chamadas de uma assistente social chamada Rute oferecendo 600 euros (de apoio ao arrendamento) a quem não se apresentasse na Praça da Liberdade, entre outras.
No dia 6 de Maio, meia centena de habitantes do Bairro da Torre, em Loures, concentrou-se em frente à Câmara Municipal para pedir a interrupção do processo de demolição do bairro. “Queremos casa não queremos dinheiro”, gritavam bem alto os moradores para serem ouvidos, frente a um cordão de oito polícias que se perfilava frente à Câmara. Após uma longa espera, uma comissão com seis pessoas, entre representantes de associações, de moradores e a advogada que representa os habitantes da Torre, foi recebida por uma vereadora da Câmara de Loures Sónia Paixão e pelo presidente de câmara, Carlos Teixeira. (...)
A Câmara comprometeu-se a não deitar abaixo as casas das pessoas que não aceitaram os 600 euros da Segurança Social e exige as declarações de IRS a todos os habitantes do Bairro. Uma nova reunião foi marcada para o dia 10 de Maio.
http://lisboa.bloco.org/images/stories/loures/loures%20mo%E7%E3obairrodatorre.pdf
A Câmara de Loures admite a possibilidade de apresentar uma candidatura ao Programa de Financiamento para Acesso à Habitação (Prohabita) para encontrar soluções para as famílias do bairro da Torre, adiantou hoje à Lusa a vereadora da Habitação.
http://www.destak.pt/artigo/94619
A Câmara de Loures admite a possibilidade de apresentar uma candidatura ao Programa de Financiamento para Acesso à Habitação (Prohabita) para encontrar soluções para as famílias do bairro da Torre, adiantou hoje à Lusa a vereadora da Habitação.
http://www.destak.pt/artigo/94619
No 16 dia de Maio, as máquinas voltaram para destruir as casas daqueles que entretanto tinham saído com a oferta de 600 euros ou foram realojados em situações especiais. Casas contíguas foram destruídas sem consideração pelas paredes comuns deixando famílias com a casa parcialmente destruídas (como se pode ver no vídeo acima).
Domingo 5 de junho, houve assembleia de moradores no Bairro da Torre. Foi decidido pedir audiência de emergência à câmara para tratar de vários problemas, a qual aconteceu no dia 16 de Junho.
A câmara comprometeu-se em activar o programa Pro-Habita, mas na sua versão mais precária – apoio temporário até dois anos no mercado livre de arrendamento, deixando de parte outras modalidades do programa que poderiamapoiar, de forma mais consistente, as famílias; esta versão do Pro-habita mostra-se totalmente desadequada relativamente à realidade (exige-se documentos aos senhorios que na maior parte dos casos não têm, exigem aos senhorios contratos de dois anos, quando o que estes aceitam são contratos de 5 anos, não prevê a questão do esforço financeiro impossível às famílias de entrarem numa casa no mercado de arrendamento, pagarem a caução e ficarem à espera, cerca de 5 meses, pela aprovação do IHRU, etc.) e acrescentam-se as situações em que as pessoas são vítimas de racismo e não têm sequer acesso à habitação. Existem outras alternativas do Pro-Habita mais adequadas às situações e a câmara não se interessa por sequer avaliar as opções que tem em mãos.
http://moramosca.wordpress.com/2011/06/22/situacao-bairro-da-torre/
Entretanto está a circular um abaixo-assinado de apoio à luta dos moradores e para para resolução digna e entrega pública no dia 13 de Julho 2011, na Câmara de Loures: http://acampadalisboa.wordpress.com/2011/07/05/direito-habitacao-bairro-da-torre/
Ontem, dia 9 de Julho, na Assembleia Popular do Rossio, o Grupo de Trabalho da Habitação e um dos moradores do bairro apresentaram a situação actual e apelaram à concentração na próxima quarta-feira, dia 13 de Julho, às 15h, frente à Câmara de Loures.
Se a câmara não se mostrar pronta a resolver definitivamente este problema, os moradores prometem que acamparão frente à Câmara Municipal de Loures até verem resolvida a sua situação habitacional.
sexta-feira, 8 de julho de 2011
Direito à habitação (3)
Nenhum ser humano é ilegal.
A população de Lavapiés (Madrid) expulsa a polícia.
Vecinos de Lavapiés obligan a la policía a replegarse para evitar una detención
A população de Lavapiés (Madrid) expulsa a polícia.
Vecinos de Lavapiés obligan a la policía a replegarse para evitar una detención
Empleados del metro aseguran que intentó colarse sin pagar el billete
SARA ESPAÑA - Madrid - 06/07/2011
http://www.elpais.com/articulo/madrid/Vecinos/Lavapies/obligan/policia/replegarse/evitar/detencion/elpepiespmad/20110706elpmad_3/Tes
http://www.elpais.com/articulo/madrid/Vecinos/Lavapies/obligan/policia/replegarse/evitar/detencion/elpepiespmad/20110706elpmad_3/Tes
terça-feira, 5 de julho de 2011
Direito à habitação (2)
80 famílias estão em risco de serem atiradas para a rua através de um despejo massivo e violento efectuado pela Câmara Municipal de Loures. As pessoas em causa não têm condições no acesso à habitação no mercado livre; há muitas crianças, idosos, pessoas com problemas graves de saúde e deficiência.
Vamos deixar??
Solidariedade com os moradores do Bairro da Torre, recolha de assinaturas de um abaixo-assinado para resolução digna e entrega pública no dia 13 de Julho 2011, na Câmara de Loures, aqui: http://acampadalisboa.wordpress.com/2011/07/05/direito-habitacao-bairro-da-torre/
Pelo Direito à Habitação: Solidariedade com os moradores do Bairro da Torre.
O Grupo Direito à Habitação: http://moramosca.wordpress.com/
Mais informação aqui abaixo: Direito à habitação
Vamos deixar??
Solidariedade com os moradores do Bairro da Torre, recolha de assinaturas de um abaixo-assinado para resolução digna e entrega pública no dia 13 de Julho 2011, na Câmara de Loures, aqui: http://acampadalisboa.wordpress.com/2011/07/05/direito-habitacao-bairro-da-torre/
Pelo Direito à Habitação: Solidariedade com os moradores do Bairro da Torre.
O Grupo Direito à Habitação: http://moramosca.wordpress.com/
Mais informação aqui abaixo: Direito à habitação
Advertência à Troika, por parte dos gregos
Advertência à Tróika, bancos e investidores
Ημ/νία Συνέλευσης:
Sun, 03/07/2011
Um governo grego ditatorial e decadente, não representante do povo deste país, acaba de votar em um projeto de lei que tem como objetivo a venda de território e de patrimônio público gregos, contra a vontade de grande parte da população
Informamos a todos os que vêm com isso uma oportunidade de investimento, que não tardaremos em derrubar este governo, que em breve terá que prestar contas por seus crimes contra o povo e o país. Suas assinaturas e seus projetos de lei são inválidos pois não passaram pela aprovação do povo grego, e portanto não os reconhecem.
Advertimos a cada potencial investidor que não cogitem a idéia de leiloar nosso patrimônio e território públicos, e muito menos comprá-los. Além de perderem seu dinheiro quando nós, como povo, recuperarmos a soberania deste país, o dinheiro que terá sido envolvido na transação ilegal não será reembolsado.
Além disso, advertimos que até recuperarmos o controle do país, no âmbito de defesa de nossos direitos, como previsto pela Constituição grega e também pelos direitos internacionalmente reconhecidos dos povos e dos seres humanos, faremos o que for necessário através de nossa auto-organização para cancelarmos estas ações, e sabotarmos seus eventuais investimentos.
Portanto, que nenhum potencial investidor ouse utilizar a ocasião como oportunidade de compras do patrimônio e território gregos, exceto se tiver conhecimento do alto risco de seu investimento. Neste caso, seu investimento “será bem-vindo” num país onde quando a liberdade do povo é roubada, sabe dar a volta por cima, como já visto em ocasiões históricas anteriores.
Assembleia Popular de Syntagma, 03-07-2011
Para divulgação como Comunicado de Imprensa à Mídia grega e estrangeira, e na internet.
O regresso do fascismo
Em Espanha - usando a mesma táctica da polícia grega: o cordão policial - a polícia ataca cidadãos indefesos e pacifistas - por se reunirem e manifestarem nas ruas? Isto tem um nome conhecido: fascismo (ou haverá outro?)
(vídeo aqui. http://yfrog.com/jlaidz)
En una manifestación improvisada
La Policía carga contra los indignados
http://www.diariodemallorca.es/mallorca/2011/07/04/policia-carga-indignados/684001.html
(vídeo aqui. http://yfrog.com/jlaidz)
En una manifestación improvisada
La Policía carga contra los indignados
Se han detenido a dos personas y han realizado cuatro cargas contra un grupo de manifestantes del movimiento 15-M
segunda-feira, 4 de julho de 2011
Censura privada
Kristinn Hrafnsson: ''Enfrentamos a privatização da censura''
No ano passado, o WikiLeaks foi presença constante na imprensa mundial, revelando informações confidenciais sobre as guerras do Afeganistão e do Iraque, sobre a prisão de Guantánamo e sobre mensagens de serviço diplomático dos Estados Unidos. Neste ano, a vida do WikiLeaks não está fácil.
A Mastercard e a Visa bloquearam as doações ao site desde o fim de 2010. Além disso, o sistema de submissão de documentos ao WikiLeaks está fora do ar, depois de ter sido sabotado por um ex-funcionário."Somos fortes o bastante para resistir a isso, porque a opinião pública está do nosso lado", disse ao Estado Kristinn Hrafnsson, porta-voz do WikiLeaks. Ele acusa os Estados Unidos de estarem promovendo uma "privatização da censura", ao pressionar grandes empresas a agirem contra o WikiLeaks. (...)
Muitos grupos de mídia estão criando suas próprias plataformas e também estamos vendo o surgimento de outros sites guiados pelos mesmos princípios. Um colega meu contou mais de 20, como BalkanLeaks e OpenLeaks. Existem vários. (...) Foi espetacular, em outubro do ano passado, quando tivemos a colaboração de nove grupos de mídia, incluindo o WikiLeaks. Estamos falando sobre o New York Times, o Guardian, Der Spiegel na Alemanha, El País na Espanha, Le Monde na França, o Bureau of Investigative Journalism e o Channel 4 no Reino Unido e a Al Jazeera. Foi uma aliança que nunca houve na história. (...) Porque mesmo os grandes grupos de mídia do mundo são pequenos quando comparados às organizações que precisam ser monitoradas e levadas a prestar contas. Se os grupos de mídia trabalharem em conjunto no jornalismo investigativo, conseguiremos um ótimo resultado.
(...)
Não é segredo que o jornalismo investigativo está declinando em todo o mundo, nos últimos dez anos, por falta de recursos e de profissionais. Ao mesmo tempo, os governos têm aumentado o nível de sigilo, principalmente depois do 11 de setembro. As empresas também estão crescendo em tamanho, e em paralelo a isso vemos uma privatização de atividades públicas. Antes, o que era público e aberto está sendo colocado sob domínio do setor privado, que não é guiado pelos mesmos princípios de informação livre e pública. Diante desse cenário, o WikiLeaks é uma ideia que chegou no momento certo. De certa forma, é um reflexo dessa situação.
domingo, 3 de julho de 2011
Dívida ilegítima
30/06/2011 - 15:30 | Vitor Sorano | Lisboa
Empréstimo do FMI e da UE a Portugal é ilegítimo e não deve ser pago, diz Toussaint
As declarações foram dadas nesta quarta-feira (29/06) em Lisboa, em um evento coordenado pelo sociólogo Boaventura de Sousa Santos, da Universidade de Coimbra. "Para mim, o dinheiro que a troika [nome dado ao grupo que representa o Banco Central Europeu, o BCE e a Comissão Europeia] vai entregar a Portugal é ilegítimo, porque os credores utilizam um momento em que o governo está sob presão forte dos mercados para colocar condições em que há violações de direitos da população de Portugal", afirmou Toussaint. (...)
Auditoria e restruturação
"Portugal não deve pagar toda a dívida, deve pagar aquilo que é legal, legítimo e sustentável", opinou Sousa Santos. Para tanto, a auditoria é uma ferramenta para definir aquilo que está nessas condições. (...)
"Portugal não deve pagar toda a dívida, deve pagar aquilo que é legal, legítimo e sustentável", opinou Sousa Santos. Para tanto, a auditoria é uma ferramenta para definir aquilo que está nessas condições. (...)
Questionado durante o debate, o presidente da CADTM se mostrou disponível a auxiliar Portugal – onde, porém, um trabalho semelhante não deve contar com o apoio do governo. A saída, então, passa por exercer pressão, por exemplo por meio de parlamentares simpáticos à proposta.
Para Sousa Santos, "a restruturação da dívida deve ser feita segundo as lógicas e os tempos dos devedores", completando que deve se evitar que isso ocorra quando a economia está entrando em colapso.
Para Sousa Santos, "a restruturação da dívida deve ser feita segundo as lógicas e os tempos dos devedores", completando que deve se evitar que isso ocorra quando a economia está entrando em colapso.
Euro-crise
(...) "Temos que construir uma frente anti-crise europeia", propôs Toussaint, defendendo uma "refundação da União Europeia". As propostas para "uma outra Europa" de Toussaint incluem, além da auditoria da dívida, parar os planos de austeridade, transferir os bancos para o setor público mas sob controle dos cidadãos (para evitar a socialização de prejuízos), socializar empresas privatizada e reduzir o tempo de trabalho para criar empregos.
(...) "Temos que construir uma frente anti-crise europeia", propôs Toussaint, defendendo uma "refundação da União Europeia". As propostas para "uma outra Europa" de Toussaint incluem, além da auditoria da dívida, parar os planos de austeridade, transferir os bancos para o setor público mas sob controle dos cidadãos (para evitar a socialização de prejuízos), socializar empresas privatizada e reduzir o tempo de trabalho para criar empregos.
sábado, 2 de julho de 2011
A luta continua na Grécia
Depois da forte repressão policial de dia 29, os gregos voltaram à praça Sintagma no dia seguinte.
Flirting with Death
Flirting with Death
I have covered conflicts of protestors and police in various places around the world outside Greece, such as in Argentina, Italy, Bolivia, and Mexico. However, what I lived through and recorded along with my co-workers yesterday Wednesday 29/6 at Syntagma, surpasses all limits in savagery.
DON’T SHOCK….IT’S THE REALITY OF GREECE TODAY
"Praça cheia de novo hoje. A polícia ataca com a polícia e grupos DIAS & DELTA últimos dois dias trouxeram o efeito oposto, mais uma vez encheu a praça com os cidadãos indignados. Um legítimo, mas os efeitos colaterais potencialmente perigosos desses ataques era chamar a ira de muitos indignados pela polícia política. Então, na frente dos trilhos e para a polícia e os policiais se reúnem toda a retórica amarga e com raiva, especialmente durante o motim ter escapado." (tradução automática do google)
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