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sábado, 16 de junho de 2012

ΣΥΡΙΖΑ



"No dia 6 de Maio demos o primeiro salto em frente. Para superar aqueles que baixaram a bandeira da dignidade grega. Aqueles que fazem tudo para permanecem no poder; que querem o nosso povo amedrontado e preso de dilemas inexistentes. É tempo de provar que contra eles resiste uma nação vitoriosa, livre e cheia de esperança. Apelamos à juventude da Grécia, aos da minha geração, aos seus pais também; para que resistam à chantagem. Para que resistam ao cisma do nosso povo. Para que não tolerem o fascismo emergente. O caminho que escolhemos é difícil e longo, temos que trabalhar juntos para restabelecer a democracia, a justiça e a dignidade na Grécia. No domingo, votamos por um governo forte do povo, para o povo. Contra o medo."

quarta-feira, 30 de maio de 2012

A maratona eleitoral grega

Sondagens e contra-sondagens são a habitual manipulação do eleitorado e arrastam o descrédito nos media e nos políticos. Com 20 minutos de diferença, no mesmo jornal:

SYRIZA com 3,5 pontos à frente! 
SYRIZA 30% versus 26,5% da Nova Democracia, altamente comprimido PASOK e outras partes. ...
30 Maio 2012, 12:46 

Nova enquete: ND 25,6%, SYRIZA 23,4%, 14,3% PASOK, Anex. Gregos 8,5% "
Voto "derby" na liderança da Nova  Democracia de 2,2 pontos indica que a pesquisa realizada, em todo o país, o ...
30 Maio 2012, 12:20

πηγή: (διαβάστε περισσότερα) http://www.alphafm.gr/

quinta-feira, 17 de maio de 2012

quarta-feira, 16 de maio de 2012

Revolução grega (2)















Uma lei recentemente aprovada pelo governo cancelou uma prerrogativa legal que ja vinha do tempo dos coroneis: a de que as universidades nao podiam ser devassadas pela policia; ou seja, as universidades eram territorio de asilo politico. Em 1973, os militares invadiram de facto a Universidade Politecnica e travou-se uma batalha com mortos que tera' sido decisiva para a queda do regime em 1974. Ontem, a policia, querendo mostrar o que ainda pode fazer, invadiu durante a noite a Escola de Economia de Atenas...

Revolução grega (1)

Dia de eleições numa faculdade de ciências e medicina, Atenas.











Segundo me contaram, ha um ano nao havia tanta mobilizacao nas eleicoes para as associacoes de estudantes. Contudo, depois do governo ter aprovado uma lei que permite a privatizacao do ensino publico, gerou-se uma reaccao fortissima, de alunos, de professores e de direccoes, e na pratica nao houve privatizacoes nenhumas. Por isso, estas eleicoes de estudantes mostram tanta mobilizacao. As listas - mais ou menos - sao apoiadas por diferentes partidos, o que explicara', creio, a quantidade de papel gasta a forrar paredes. Dentro e fora do edificio, assisti a grande movimento de estudantes. Aparentemente esta' tudo parado por causa do acto eleitoral e nao ha aulas. Ha varias mesas de voto, nao sei se por ano ou por curso...

terça-feira, 21 de junho de 2011

Democracia nula


Não sabia que os deputados também votavam NULO:
«Fernando Nobre recebeu, na primeira volta, 106 votos, 101 deputados votaram em branco e registaram-se 21 votos nulos. Dos 230 deputados, votaram 228. Na segunda volta volta recebeu 105 votos, menos um que na primeira. Recebeu ainda os mesmos em branco (101) e mais um nulo (21). Não votaram dois deputados, ambos do PS. »

Assim, teremos que dar razão ao Partido Nulo quando argumenta que:

«1. estes votos representam um protesto por parte dos deputados eleitos perante um candidato que não consideraram apto para o cargo.
2. é de lamentar a atitude do candidato Fernando Nobre ao pretender, perante uma maioria absoluta de votos brancos e nulos, concorrer a uma segunda volta; o resultado da primeira volta privava já o candidato da necessária legitimidade democrática para o cargo.
3. é de saudar o facto de 22 deputados terem recorrido ao voto nulo, o que representa cerca de 10% do hemiciclo; e apela-se aos 127 deputados que votaram nulo e branco para que ponderem o significado do seu gesto e reflictam seriamente sobre o que move uma parte muito significativa do eleitorado a votar da mesma forma perante estes mesmos deputados.
4. assim, requere-se que os 127 deputados que, democraticamente, optaram por não caucionar o candidato Fernando Nobre apresentem à Assembleia da República propostas legislativas que permitam anular actos eleitorais em que, como hoje, a soma dos votos nulos, brancos e abstenções seja superior à votação do candidato vencedor.»
Também o actual Presidente da República não representa senão uma parcela de 23% dos eleitores. Na sua eleição, a maioria absoluta dos cidadãos (53,48%) recusou-se a votar, demonstrando o seu desinteresse pelo sistema político ou a inadequação das suas  instituições para resolver os problemas da sociedade; uma parte dos votantes (277.865) declara ostensivamente esse desagrado ao votar em vão (branco ou nulo).
inscritos 9.656.797    percent.
votantes 4.492.297 46,52
abstenção 5.164.500 53,48
Cavaco 2.231.603 23,11
Alegre 832.637 8,62
Nobre 594.068 6,15
Lopes 300.921 3,12
Coelho 189.091 1,96
Moura 66.112 0,68
brancos 191.284 1,98
nulos 86.581 0,90

Mas no site da CNE não se encontram ainda os resultados finais da eleição para Presidente da República de Fevereiro de 2011.

QUANTO ÀS LEGISLATIVAS
os Resultados oficiais das eleições de 5 de Junho mostram que a abstenção tem maior número que os votos juntos dos dois maiores partidos; e que os brancos e nulos embora com número relevante (228.373) não têm qualquer expressão representativa:

votantes 5.588.594
eleitores 9.624.133     percent
abstenção 4.035.539 41,93
PSD 2.159.742 22,44
PS 1.568.168 16,29
PP 653.987 6,80
CDU 441.852 4,59
BE 288.973 3,00
pequenos partidos 247.499 2,57
brancos 148.378 1,54
nulos 79.995 0,83







partidos c deputados 5.112.722 53,12
votos sem represent 475.872 4,9

Assim, logicamente deduzimos que os partidos que subscreveram o programa da Troika FMI-BCE-CE não têm legitimidade real nem moral (mas apenas formal) para empenharem a soberania nacional, visto que representam uma menor parte da população. Um referendo seria necessário, ou outro sistema de representação - como o demonstraram os deputados "indignados" com a candidatura de Nobre a presidente da Assembleia da República.

É urgente uma reforma do sistema eleitoral, de modo a encontrar outras formas de representação, legitimação e participação dos cidadãos.

terça-feira, 7 de junho de 2011

Outra democracia (mais verdadeira?)

Como seria se a cada voto correspondesse igual peso de representação na Assembleia da República (sem considerar aqui a eleição por círculos distritais): os dois grandes partidos teriam menor representação (ao todo 150 em vez de 178), os pequenos teriam mais deputados (76 em vez de uns meros 48). Com os actuais resultados, a maioria seria ainda de direita (PSD+PP=114 contra 112 à esquerda).

votantes
deputados
5.554.002
proporção directa
Assembleia República
2.145.452
87PSD105
1.557.864
63PS73
652.194
27PP24
440.850
18CDU16
288.076
12BE8
469.566
19outros


226total deputados226

Fonte de dados aqui abaixo.
Em percentagens:


Digam-me lá então: qual dos métodos será mais justo, mais equitativo, mais representativo da realidade?

segunda-feira, 6 de junho de 2011

Democracia não-representativa

Mais uma vez ganhou o partido da abstenção, com 41% dos votos, mais do que o PSD e o PS juntos. 
(Nota: o gráfico automático come no valor das abstenções pois arredonda os valores menores.)


eleitores 9.429.024  percent
abstenção 3.875.022 41,10
PSD 2.145.452 22,75
PS 1.557.864 16,52
PP 652.194 6,92
CDU 440.850 4,68
BE 288.076 3,06
outros 469.566 4,98

Os pequenos partidos, junto com os brancos e os nulos, somam mais do que a CDU, mas não têm qualquer representação no parlamento. Os partidos mais pequenos precisam de muitos mais eleitores para eleger um deputado do que os grandes partidos, segundo o método desproporcional de Hondt que distorce os resultados. Portanto, os votos não têm todos o mesmo valor, ou seja, não há equivalência entre o voto individual e a representação resultante. De facto, neste sistema apenas 54% dos eleitores são representados na Assembleia da República, mas são-no com pesos distorcidos.

Do total de votantes, distribuem-se assim as parcelas e os deputados:
PSD (38,63% = 2.145.452 votos = 105 deputados). Cada deputado = 20.432,87 votos.
PS (28,05% = 1.557.864 votos = 73 deputados). Cada deputado = 21.340,60 votos.
CDS/PP (11,74% = 652.194 votos = 24 deputados). Cada deputado = 27.174,75 votos.
PCP/PEV (7,94% = 440.850 votos = 16 deputados). Cada deputado = 27.553,12 votos.
BE (5,19% = 288.076 votos = 8 deputados). Cada deputado = 36.009,50 votos.

(Dados retirados daqui: http://elburdeldeldelirio.blogspot.com/2011/06/assembleia-da-republica-portuguesa-5j.html) 

Assim, por exemplo, o PCTP/MRPP, que teve 62.491, poderia ter 3 deputados se lhe custassem o mesmo que ao PSD. Esta assembleia não representa o país e a população, representa essencialmente os interesses dos grandes partidos. Portanto, o sistema eleitoral devia ser mudado, como defende o movimento espanhol Democracia Real Ya.


Dados segundo o Público de hoje.