Mostrar mensagens com a etiqueta FMI. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta FMI. Mostrar todas as mensagens

sábado, 26 de maio de 2012

Cinismo à Lagardere

Crise na Grécia
Christine Lagarde: os pais das crianças gregas "têm de pagar os seus impostos"
26.05.2012 - 12:34 Por PÚBLICO


Lagarde disse que chegou a hora de pagar para a Grécia (Reuters/Kevin Lamarque)

Depois de ter defendido mais tempo e mais dinheiro para a Grécia, a directora-geral do FMI, Christine Lagarde, disse, numa entrevista ao Guardian em que deixou claro que não não tenciona suavizar os termos do pacote de austeridade para aquele país, estar mais preocupada com as crianças da África subsariana do que com os pobres da Grécia.

Para Christine Lagarde, se as crianças gregas estão a ser afectadas pelos cortes na despesa pública, os pais têm de assumir a responsabilidade: “Os pais têm de pagar os seus impostos”, disse.

sábado, 11 de fevereiro de 2012

Fora da lei

fonte: DN

Polícias gregos querem mandado de captura contra Thomsen

Polícias gregos querem mandado de captura contra Thomsen
Fotografia © José Carlos Pratas/Global Imagens

A Federação Grega de Agentes da Polícia defende a emissão de mandados de captura contra os representantes da troika, acusando-os de serem os "cangalheiros dos sonhos do povo" grego.

"Nos últimos dois anos, a federação nacional de polícias alertou-vos para o facto de que as políticas que determinam e exigem que sejam implementadas sob pressão vai resultar no fim da coesão social e matar qualquer esperança de restaurar a economia grega. Vamos pedir a emissão imediata de mandados de deteção", lê-se num comunicado da federação.

Os polícias pediram os mandados de captura contra Poul Thomsen, do Fundo Monetário Internacional, Klaus Masuch, do Banco Central Europeu, e o ex-representante da Comissão Europeia, Servaas Deroose. Segundo o jornal The Telegraph, a federação acusa os representantes da troika de serem os "cangalheiros dos sonhos do nosso povo".

Além do mandado de captura, os polícias gregos oferecem ainda uma recompensa pela cabeça dos três. Mas, para mostrar o seu desprezo, oferecem apenas um euro por cada.

segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

Está na altura de dizer NÃO

fonte: Agência Financeira

Grécia enfrenta troika e recusa baixar salário mínimo
Valor está nos 751 euros e troika quer baixá-lo para cerca de 450
Por Redacção PGM, 2011-12-12 16:06

O ministro grego do Trabalho, Yorgos Kutrumanis, afastou esta segunda-feira a possibilidade de descer o salário mínimo no país, como exige a troika.

O salário mínimo grego está nos 751 euros e a equipa das três entidades externas ¿ Comissão Europeia (CE), Fundo Monetário Internacional (FMI) e Banco Central Europeu (BCE) ¿ que inicia agora uma nova ronda de negociações em Atenas, exige que seja reduzido para cerca de 450 euros, quase o mesmo valor que é praticado em Portugal (485 euros).

segunda-feira, 25 de julho de 2011

Egipto diz não ao FMI

Foto: http://www.qnaol.net/QNAEn/Foreign_News/Politics3/Pages/ThousandsEgyptiansStartMarchingfrom23072011.aspx

«O Egipto ousou dizer "não" ao FMI, três semanas depois do [governo do] Cairo ter chegado a um acordo com esta instituição internacional quanto à concessão de um empréstimo de 3000 milhões de dólares (2100 milhões de euros), destinado a financiar o défice orçamental egípcio.

O governo do Egipto preferiu proceder a uma revisão do orçamento do ano económico que começou em Julho, declarando que, para já, não precisa de empréstimos. As necessidades poderão ser cobertas por um imposto sobre os rendimentos mais elevados... Os ricos emirados árabes, como o Qatar, também ajudaram ao financiamento do orçamento egípcio oferecendo 500 milhões de dólares, enquanto a Arábia Saudita terá prometido uma soma equivalente.

O volte-face do ministro egípcio das finanças Samir Radwan foi realizado sob pressão do movimento da praça Tahrir que propôs tributar os ricos em vez de pedir no estrangeiro. Aliás, uma das razões do descontentamento social crescente que fez cair Mubarak foi o facto de ele ter baixado a taxa superior de tributação, favorecendo assim os ricos».


Excerto traduzido de:
La place (Tahrir) a imposé le « non » au FMI


Últimas notícias


Confrontos violentos deixam centenas de feridos no Egito

Correio do Brasil - ‎Há 14 horas‎
Os governantes interinos do Egito prometeram acelerar as reformas políticas, mas milhares de pessoas mantiveram os protestos em todo o Egito na sexta-feira para defender o julgamento dos policiais. O primeiro-ministro Essam Sharaf, em um discurso ...


Primavera Árabe prova resistência após 7 meses de protestos

Terra Brasil - ‎24 de Jul de 2011‎
Desde então, o Norte da África eo Oriente Médio se transformaram em palco de protestos constantes, levando à queda dos governos da Tunísia e do Egito. Mais recentemente, todavia, Líbia, Síria e Iêmen têm demonstrado maior resistência ante as ...
Milhares de pessoas têm feito concentrações e manifestações nos últimos 15 dias no Cairo, bem como em grandes cidades de Alexandria e do Suez, para exigir  adopção de reformas e a aplicação devida de sanções contra os responsáveis do regime deposto. O primeiro-ministro egípcio, Essam Charaf, apresentou na quinta-feira uma equipa governamental largamente renovada para tentar responder aos pedidos dos manifestantes, mas esta continua a incluir personalidades da autoridade deposta. 
http://jornaldeangola.sapo.ao/13/67/cairo_acusa_jovens_de_provocar_tensao24 de Julho, 2011
 Militares egípcios prometem transição para a democracia
Terra Brasil - ‎23 de Jul de 2011‎Os governantes interinos militares do Egito estão comprometidos em transformar a nação mais populosa do mundo árabe em uma democracia, afirmou neste sábado o marechal Mohamed Hussein Tantawi em um pronunciamento transmitido pela televisão. ... Empreendedores do Egito olham para além da revolução Último Segundo - iGEgípcios continuam na praça Tahrir, apesar de mudanças ministeriais AFPPraça Tahrir disse "não" ao FMI Monitor MercantilVermelho

 Sob pressão, novo gabinete toma posse no Egito
Paraná-Online - ‎21 de Jul de 2011‎
Um novo gabinete do governo do Egito, tutelado pela junta militar, tomou posse hoje sob pressão dos manifestantes que pedem mudanças mais rápidas eo afastamento total dos políticos remanescentes do antigo regime do ex-presidente Hosni Mubarak. ...

terça-feira, 5 de julho de 2011

Advertência à Troika, por parte dos gregos


Advertência à Tróika, bancos e investidores

Ημ/νία Συνέλευσης: 
Sun, 03/07/2011
ADVERTÊNCIA À TRÓIKA, BANCOS E POTENCIAIS INVESTIDORES LOCAIS E ESTRANGEIROS QUE SONHEM COM O PATRIMÔNIO PÚBLICO DA GRÉCIA.
Um governo grego ditatorial e decadente, não representante do povo deste país, acaba de votar em um projeto de lei que tem como objetivo a venda de território e de patrimônio público gregos, contra a vontade de grande parte da população
Informamos a todos os que vêm com isso uma oportunidade de investimento, que não tardaremos em derrubar este governo, que em breve terá que prestar contas por seus crimes contra o povo e o país. Suas assinaturas e seus projetos de lei são inválidos  pois não passaram pela aprovação do povo grego, e portanto não os reconhecem.
Advertimos a cada potencial investidor que não cogitem a idéia de leiloar nosso patrimônio e território públicos, e muito menos comprá-los. Além de perderem seu dinheiro quando nós, como povo, recuperarmos a soberania deste país, o dinheiro que terá sido envolvido na transação ilegal não será reembolsado.
Além disso, advertimos que até recuperarmos o controle do país, no âmbito de defesa de nossos direitos, como previsto pela Constituição grega e também pelos direitos internacionalmente reconhecidos dos povos e dos seres humanos, faremos o que for necessário através de nossa auto-organização para cancelarmos estas ações, e sabotarmos seus eventuais investimentos.
Portanto, que nenhum potencial investidor ouse utilizar a ocasião como oportunidade de compras do patrimônio e território gregos, exceto se tiver conhecimento do alto risco de seu investimento. Neste caso, seu investimento “será bem-vindo” num país onde quando a liberdade do povo é roubada, sabe dar a volta por cima, como já visto em ocasiões históricas anteriores.
Assembleia Popular de Syntagma, 03-07-2011
Para divulgação como Comunicado de Imprensa à Mídia grega e estrangeira, e na internet.

terça-feira, 7 de junho de 2011

O que os "media" nos querem esconder



Manifestação de 5 de Junho de 2011.
Gregos endurecem o tom contra a austeridade


Indignados, mas acima de tudo sem uma visão de futuro. Milhares de gregos, vindos de todo o país, convergiram este domingo para o coração da capital grega.
Em frente ao Parlamento, na praça Sintagma, gritaram palavras de ordem contra o executivo de Atenas. Denunciaram a incompetência da classe política e o sector da banca.
A mobilização foi convocada também através das redes sociais, por um movimento inspirando nos grupos espanhóis.
A contestação surge depois de um novo acordo alcançado pelo Governo grego com os credores da zona euro e do FMI.
O primeiro-ministro grego George Papandreou vai procurar esta semana o consenso dos deputados para que o Parlamento aprove novos cortes.
Prevê-se mais uma semana de protestos intensos, em clima de ebulição crescente. 

sexta-feira, 3 de junho de 2011

Se todos pagam mais, porque é que os patrões pagam menos?


A Taxa Social Única (TSU) - ou seja, as contribuições para a Segurança Social feitas pelas entidades empregadoras - tem sido tema repetido neste período que nos leva até às eleições de domingo (...) porque se confirma que o memorando das contrapartidas do empréstimo com o FMI e UE prevê a "redução significativa" da Taxa Social Única.
Taxa Social Única, mas sobre o que verdadeiramente interessa

Ver também: Taxa Social Única: alguém me explica o que é?
A Taxa Social Única, como se costuma chamar, é a contribuição dos patrões para a Segurança Social.
A Segurança Social tem de fazer face a enormes compromissos que tem com aqueles que já trabalharam ou com os que ainda trabalham, designadamente, pagando pensões (velhice, invalidez, etc.), subsídios de desemprego e outras prestações sociais.Os patrões contribuem com 23,75% sobre o salário do seu empregado e esse trabalhador contribui com 11%.

Governo acordou redução "significativa" da taxa social única com a troika
Tal como já acontecia na versão preliminar do memorando assinado com o FMI, escreve-se que a redução da TSU poderá ser compensada através de uma mudança na estrutura ou nas taxas do IVA, cortes adicionais de despesa ou aumento de outros impostos que não tenham um efeito adverso sobre a competitividade.

Ou seja, pagaremos todos mais - enquanto os patrões pagam menos!...

quarta-feira, 25 de maio de 2011

Dívida, que dívida?

«Evidentemente, o mais lógico seria que o BCE emprestasse a 1,25% directamente aos estados necessitados, em vez de passar pelos bancos, que assim tiram grande proveito, servindo de intermediários e entrando numa política de empréstimos cheia de riscos imoderados que os Estados acabarão por assumir por eles em caso de risco de bancarrota. Mas não basta exigir ao BCE que empreste directamente aos Estados, é preciso antes e acima de tudo conseguir a anulação da parte ilegítima da dívida pública e uma redução considerável do resto da dívida |3|. (...)
São várias as disposições dos tratados que regem a União Europeia, a zona euro e o BCE que têm de ser revogadas. Por exemplo, é preciso suprimir os artigos 63° e 125° do Tratado de Lisboa, que proíbem terminantemente o controlo do movimento de capitais e a ajuda aos Estados em dificuldade.»
Eric Toussaint em http://www.cadtm.org/As-ajudas-envenenadas-do-menu

FMI FORA DAQUI / ACÇÃO NO CRISTO REI (Almada) 24/05/2011: http://www.youtube.com/watch?v=I-Uo_bDsEPM#at=78

sábado, 2 de abril de 2011

E a Grécia, pá?

O FMI, secundado pela Comissão Europeia, organiza o saque da Grécia


30 de Março por Jérome Duval
 
«(...) Essa política promovida pela troica – Fundo Monetário Internacional (FMI), Comissão Europeia (CE), Banco Central Europeu (BCE) – em troca de ajuda financeira para fazer face ao pagamento da dívida pública é digna daquela que levou a Argentina, aluno modelo do FMI, a uma crise memorável em 2001.» (...)

Comportamento odioso
«Enquanto o povo é confrontado com uma destruição generalizada das conquistas sociais (reduções de salários e pensões, aumentos dos impostos indirectos, aumento da idade de reforma, privatização e aumento das taxas de serviços públicos…), a Grécia compra armamento à França (6 fragatas FREMM de cerca de 500 milhões de euros cada e helicópteros de combate SAR) e à Alemanha (submarinos). Essas compras de armamento em tempo de austeridade drástica para a população são inadmissíveis. (...) Trata-se de um comportamento odioso e irresponsável para com a sua própria população, que dessangra para reabastecer os cofres do Estado.» (...)

Pacote de cortes orçamentais
«A Grécia assinou com o FMI e a União Europeia novos empréstimos mal chamados “ajuda”. Ao tentar reduzir o défice à custa de incríveis sacrifícios, o país deverá pagar uma dívida sobrecarregada com juros cada vez mais elevados à medida que as agências de notação degradam a classificação do país.
Em Dezembro de 2010, os deputados gregos aprovaram um novo pacote de cortes orçamentais que consiste em reduzir os salários dos funcionários da televisão e dos transportes públicos. Os jornalistas gregos juntaram-se aos protestos que percorrem o país e, em Atenas, a entrada do Banco Central foi pulverizada com tinta vermelha. Em Fevereiro de 2011, foi a vez dos médicos, farmacêuticos e profissionais da área médica se manifestarem à frente do parlamento contra uma redução de 1,4 mil milhões de euros em despesas de saúde exigida pela União Europeia (UE) e pelo FMI, enquanto uma centena de médicos acampavam em frente ao Ministério da Saúde, em Atenas.» (...)

Privatizações até de praias
«Em Fevereiro de 2011, o governo de Georgios Papandreou acabou por reagir quando mais uma vez a troica FMI-CE-BCE pediu o aprofundamento das reformas e o aumento da sua meta de privatização de bens públicos do Estado, passando de 7 mil milhões de euros de receita a realizar até 2013, dos quais mil milhões em 2011, para 50 mil milhões até 2015. Essa reacção faz-nos sorrir quando vemos a total submissão aos seus credores por parte de um governo que se auto-denomina socialista. De resto, levou apenas alguns dias para que Papaconstantinou, Ministro das Finanças, voltasse atrás e indicasse que “o objectivo” deste plano de privatização de 50 mil milhões «era certamente ambicioso, mas exequível», aceitando de novo a ingerência do FMI, secundado pela Comissão Europeia… São então visados os portos, os aeroportos, os caminhos-de-ferro, a electricidade, assim como praias turísticas do país.» (...)

Auditoria para apurar a dívida odiosa
«Não há com que acalmar uma população já golpeada pela crise, e uma greve geral paralisou o país a 23 de Fevereiro de 2011. O povo grego tem o direito de exigir outras medidas radicalmente diferentes, como a tributação dos rendimentos elevados e uma moratória sobre a compra de armamento militar. Mas só uma auditoria das contas públicas do Estado sob controle cidadão poderá analisar os acordos da dívida, a fim de restituir a parte ilegítima ou odiosa ao verdadeiro credor que reivindica soberania e dignidade: o povo grego.» (...)