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domingo, 26 de agosto de 2012

Viva a RTP



1. Sobre a programação da RTP:



2. Sobre o lucro da RTP:


Taxa do audiovisual paga programação da RTP
http://www.dn.pt/inicio/tv/interior.aspx?content_id=2735063&seccao=Media&page=-1
(este artigo do DN é extenso e muito completo, a partir de declarações do Luís Marinho, mas não o achei (já) online)

Relvas prepara-se para garantir lucro de pelo menos 20 milhões a concessionário da RTP
“O modelo que está em cima da mesa” e que é “o modelo que cumpre os objetivos do governo”, segundo adianta o gabinete do ministro Miguel Relvas, assegura, em 2013, um lucro de pelo menos 20 milhões de euros ao operador privado a quem seja atribuída a concessão da RTP, avança o jornal Expresso.
http://www.esquerda.net/artigo/relvas-prepara-se-para-garantir-lucro-de-pelo-menos-20-milh%C3%B5es-novo-concession%C3%A1rio-da-rtp/243

3. Sobre serviço público: apesar da Constituição garantir

Artigo 38.º
Liberdade de imprensa e meios de comunicação social
(...)
5. O Estado assegura a existência e o funcionamento de um serviço público de rádio e de televisão.

"a membro da Entidade Reguladora para a Comunicação Social (ERC) Raquel Alexandra disse à Lusa, na qualidade de constitucionalista, que a Constituição não impõe que o serviço público seja feito por uma empresa pública."
http://www.ionline.pt/portugal/raquel-alexandra-constituicao-nao-impoe-servico-publico-seja-feito-empresa-publica#comment-20827

Mas o ponto 2 do artº 82 da Constituição diz o contrário:

Artigo 82.º
Sectores de propriedade dos meios de produção
(...)
2. O sector público é constituído pelos meios de produção cujas propriedade e gestão pertencem ao Estado ou a outras entidades públicas.

4. A RTP pela RTP:

Francisco Louçã diz que a concessão da RTP é "uma privatização". O coordenador do Bloco de Esquerda, que é o segundo líder partidário a falar sobre a solução apresentada por António Borges, sublinha que será a primeira privatização da história de Portugal em que a empresa que fica com a RTP não paga nada e ainda recebe.

5. Estudos:

A técnica do balão:
http://vaievem.wordpress.com/2012/08/24/rtp-antonio-borges-foi-o-homem-do-balao/
contra o conceito de serviço público:
http://vaievem.wordpress.com/2012/08/26/o-servico-publico-tem-regras-que-devem-ser-uma-macada-para-o-consultor-antonio-borges/
por Estrela Serrano

sexta-feira, 9 de setembro de 2011

Prostituição do espaço público


É o termo adequado, mas outros chamam-lhe criatividade. Será que isso põe as escadas rolantes a funcionar?
Estação Baixa-Chiado do metro de Lisboa chama-se agora PT Bluestation
O presidente do Metropolitano diz que esta mudança "é um marco na vida do metro, um marco de ruptura, de inovação, de criatividade". Cardoso dos Reis revelou, aliás, que quer alargar esta iniciativa a outras estações: "Esperamos contar com a visão de futuro, o espírito inovador e a ambição de outras marcas", disse o gestor. O Marquês de Pombal pode ser a paragem que se segue.
http://www.publico.pt/Local/estacao-baixachiado-do-metro-de-lisboa-chamase-agora-pt-bluestation_1511121?p=1

sábado, 23 de abril de 2011

Da promiscuidade público-privado

Mário Soares ao jornal I:

«Defende que os políticos nem sequer deviam exercer advocacia?

É isso mesmo. Porque os advogados defendem interesses privados e os políticos interesses públicos. A confusão entre as duas coisas dá geralmente mau resultado.

Mas nem PS nem PSD conseguem impor isso.

Não conseguiram até hoje. Mas deviam fazê-lo. Agora, em tempo de crise, era uma boa altura, porque quem quer ganhar dinheiro a sério não deve ir para a política. Na política perde-se normalmente dinheiro, não se ganha. Foi o que sempre me aconteceu a mim.

Jorge Coelho na Mota-Engil, Pina Moura e Vitorino...

Não cito nomes nem me permito julgar ninguém. Limito-me a dizer que a política é uma coisa e os negócios são outra, e que não é salutar que haja confusão.»

Transcrição ipsis verbis do video (sem “edição” de texto, portanto):

«Os socialistas passaram a ser muitos socialistas neo-liberais, do estilo Blair, que foi uma desgraça que aconteceu à Inglaterra e ao mundo. Não é um político, é um negocista. E eu acho, sempre achei e continuo a achar que uma das coisas importantes na política é que os políticos são políticos e não fazem negócios, e os empresários são empresários e não fazem política. Porque se misturam as duas coisas tudo vai mal. Um advogado defende interesses privados. Um político defende os interesses das pessoas todas no seu conjunto, não de pessoas individuais. Defende os interesses do estado em primeiro lugar, da democracia depois e por aí fora. Quando se fazem as duas coisas, dá sempre asneira. Sempre.»