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quinta-feira, 8 de março de 2012

Documentários sobre a Islândia

Às quintas, no espaço Nimas: Av. 5 Outubro, 42B, Lisboa (GoogleMaps)
Horário: 19:00 e 21:30
As sessões são legendadas em português

8 março
FUTURE OF HOPE

Henry Bateman; Reino Unido/Islândia; 2010; 75'

Em 2008, uma crise financeira atingiu a Islândia. Porém, nem todos a encararam como um desastre. Para um empreendedor que foi à falência na época, o colapso do sistema capitalista foi a melhor coisa que poderia ter acontecido com o espírito do país, tomado pela sede de lucro.
Surgiram então alternativas como a energia renovável, a agricultura biológica, a inovação e o ambiente. Parte da população do país descobriu desde então que as oportunidades para o desenvolvimento sustentável são inúmeras.


One World Human Rights Film Festival, Selecção Oficial
Hamburg International Film Festival, Selecção Oficial
IDFA – Competição “Green Screen” , Selecção Oficial
Thessaloniki Documentary Film – Competição “Festival Habitat”, Selecção Oficial

segunda-feira, 26 de dezembro de 2011

Utopia à vista

fonte: Presseurop / Público.es

CRISE DO EURO
A Islândia é a utopia moderna
Miguel Ángel Sanz Loroño, 23 dezembro 2011


Reykjavik. Mariusz Kluzniak/Getty Images

Ao rejeitarem, num referendo, o resgate dos seus bancos tóxicos e o pagamento da dívida externa, os cidadãos islandeses mostraram que é possível fugir às leis do capitalismo e tomar o destino nas próprias mãos, escreve um historiador espanhol.

Desde Óscar Wilde que é sabido que um mapa sem a ilha da Utopia é um mapa que não presta. No entanto, que a Islândia tenha passado de menina bonita do capitalismo tardio a projeto de democracia real, sugere-nos que um mapa sem Utopia não só é indigno que o olhemos, como também um engano de uma cartografia defeituosa. O farol de Utopia, quer os mercados queiram quer não, começou a emitir ténues sinais de aviso ao resto da Europa.

A Islândia não é a Utopia. É conhecido que não pode haver reinos de liberdade no império da necessidade do capitalismo tardio. Mas é sim o reconhecimento de uma ausência dramática. A Islândia é a prova de que o capital não detém toda a verdade sobre o mundo, mesmo quando aspira a controlar todos os mapas de que dele dispomos.

domingo, 10 de abril de 2011

Resistência global

Ontem, a Islândia votou contra o pagamento da dívida privada. 

Se tivessem aceitado, cada islandês teria que pagar 12000 euros!... O parlamento tinha aprovado o acordo de pagamento, mas o presidente recusou-se a promulgar e convocou  novo referendo.

Em Espanha, Se multiplican las resistencias contra la banca y las agencias de calificación

Os cidadãos «adquirem a consciência de que a banca privada é hoje o principal problema da economia espanhola».

Na Hungria, Tens of Thousands Against European Austerity Measures

Em Itália, em 46 cidades, milhares saíram a rua contra a precariedade: 'Il nostro tempo è adesso'

In migliaia i precari a Roma, 'Il nostro tempo è adesso'
TM News
 - ‎Há 19 horas‎

"Non vogliamo più aspettare" Il grido dei precari in tutta Italia
La Repubblica
 - ‎Há 17 horas‎

E muito mais... Na imprensa portuguesa nem uma notícia.

sábado, 26 de março de 2011

O povo é quem mais ordena na Islândia


Finalmente, saiu uma notícia:



CRISE FINANCEIRA MUNDIAL

Islândia. O povo é quem mais ordena. E já tirou o país da recessão

A crise levou os islandeses a mudar de governo e a chumbar o resgate dos bancos. Mas o exemplo de democracia não tem tido cobertura

sábado, 19 de março de 2011

E a Islândia, pá?


«O Presidente da República da Islândia, Ólafur Ragnar Grimsson, acaba de recusar, pela segunda vez, promulgar a lei dita "Icesave" que autoriza o Estado a reembolsar aos Países Baixos e ao Reino Unidos os 3,9 mil milhões de euros ligados à falência de um banco on line» (
ler o desenvolvimento deste artigo).

O povo islandês vai pela segunda vez vai a referendo - em 9 de Abril - para decidir se paga ou não a dívida.

Em 2007 a Islândia foi considerado o país com melhor qualidade de vida. Depois subitamente a crise financeira especulativa abateu-se sobre este país, criando uma gravíssima crise económica, como é explicado no início do filme Inside Job (que esteve há poucos meses em cartaz em Lisboa):

(trailer)

Os protestos na Islândia - que levaram à queda do governo, à nomeação de uma comissão de cidadãos para elaborar nova constituição e a um referendo para decidir se o país pagava a dívida - começaram há mais de dois anos, como podemos seguir neste blogue de um português na Islândia:
http://www.islandia.com.pt/?tag=protestos
http://www.islandia.com.pt/?tag=economia

Notícia do Público de há um ano: http://www.publico.pt/Haiti/islandeses-votam-hoje-reembolso-a-holanda-e-ao-reino-unido_1425844

quarta-feira, 16 de março de 2011

Autocensura ou quê?

Vimos ontem como o Público autocensurou a notícia que inicialmente deu sobre o discurso do Presidente (e pedir escusa de vez? por f.):
'o Presidente da República instou os jovens a empenharem-se em “missões e causas essenciais ao futuro do país” com a mesma coragem e determinação com que fizeram os militares que participaram há 50 anos na guerra em África.
(o texto original desapareceu neste link, mas a notícia está no Sol: http://sol.sapo.pt/inicio/Politica/Interior.aspx?content_id=14160)

Assim percebemos melhor o autêntico bloqueio informativo que existe na imprensa em relação à revolução islandesa de Outubro passado, visível neste vídeo e em muitos outros:



Corre no facebook este texto:

Islândia: o Governo demitiu-se, o povo não quis mais do mesmo, o país saiu da bancarrota, pelo próprio pé. 

 

Mas há um artigo mais recente aqui:

Islande : l’odieux chantage, 9 mars par Jean Tosti,

aqui traduzido em Português: http://resistir.info/islandia/chantagem_odiosa_09mar11.html


Outro artigo aqui: La revolución silenciada



Quem quiser saber mais, consulte a imprensa local: http://www.mbl.is/frettir/ (com tradução automática no google chrome)
ou o Advertisement on the referendum on 9 April 2011:
http://eng.innanrikisraduneyti.is/news/nr/27039